Agricultores indianos se organizam para continuarem protestos durante o período de colheita | Land Portal
Manifestantes pretendem se dividir em grupos para, por meio de revezamento, conseguirem realizar as coletas da safra e manterem o movimento contra as novas leis agrícolas do país.
 
Os trabalhadores rurais da Índia estão se organizando para manterem os protestos contra as novas leis agrícolas mesmo durante o período de colheita, que acontece em março.

 

Os manifestantes começaram a convocar mais pessoas para que assim seja possível um revezamento entra as ações contra a reforma e a coleta da safra.

 

Foi preparado um conjunto de rotas para cada aldeia para garantir que novos grupos cheguem a Nova Délhi, capital da Índia, sempre que um dos grupos retorne para realizar as colheitas, segundo declarou à Reuters Rakesh Tikait, líder de um dos maiores sindicatos de agricultores do país, o Bharatiya Kisan Union.

 

No último sábado (6) milhares de policiais foram mobilizados em resposta aos novos protestos. Dez estações de metrô foram fechadas no centro da capital e barricadas foram instaladas nos principais cruzamentos.

 

Ainda no sábado, de acordo com a imprensa local, os agricultores e seus simpatizantes bloquearam estradas e praças de pedágio em vários estados.

 

As manifestações podem ir até 2 de outubro caso o governo não revogue as novas leis, segundo Tikait.

 

Por que as manifestações começaram?
 
Os protestos tiveram início no dia 26 de novembro, quando milhares de agricultores decidiram acampar em Nova Délhi para exigir a revogação da nova legislação agrícola.

 

Segundo os manifestantes, ela deixará o setor nas mãos de grandes conglomerados, já que relaxou as regras sobre a venda, preço e armazenamento dos produtos agrícolas que protegeram os trabalhadores rurais indianos do mercado livre.

 

Em janeiro as manifestações se tornaram violentas, após um grupo burlar um sistema de segurança criado para manter as comemorações do Dia Da República, que celebra a fundação da Índia. Na ocasião, os manifestantes escalaram o Forte Vermelho, uma fortaleza histórica do país onde a bandeira nacional foi içada pela primeira vez e hastearam bandeiras ao lado dela.

 

A ação levou a um confronto entre manifestantes e policiais, que causou ao menos uma morte.
 
Censura
 
No dia primeiro de fevereiro o Twitter bloqueou temporariamente contas e tuítes de agricultores e organizadores das manifestações na Índia.
 
A ordem teria vindo diretamente do governo do país para suspenderem cerca de 250 perfis e mensagens na rede social, por as interpretarem como uma "séria ameaça à ordem pública".
 
Os donos de algumas contas ficaram sem o seu acesso por cerca de 12 horas, mas fora da Índia ainda era possível visitar os perfis.

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