Em reunião sobre biodiversidade no Canadá, Guterres pede pacto com a natureza | Land Portal

Foto: Frank_am_Main/Flickr

ONU/Evan Schneider. Na Conferência da Biodiversidade da ONU (COP15) em Montreal, Canadá, o secretário-geral António Guterres se reúne com representantes da juventude para discutir o papel da juventude no apoio a uma estrutura de biodiversidade global pós-2020 justa e equitativa.

Secretário-geral da ONU diz que governos devem propor planos ambiciosos de ação para proteger e preservar os recursos naturais; pacto deve ser um Quadro Global de Biodiversidade pós 2020 com metas claras sobre a causa da destruição além de mecanismos de prestação de contas.

O secretário-geral das Nações Unidas pediu um Pacto com a Natureza durante sua participação na Conferência COP15 sobre Biodiversidade, em Montreal, no Canadá.

Durante uma entrevista a jornalistas, António Guterres disse que a proposta deve ser ambiciosa e conter meios de prestação de contas.

Planeta deve caminhar na direção da recuperação

Guterres afirmou que os governos precisam desenvolver planos de ação ousados para proteger os recursos naturais colocando o planeta na direção da recuperação.

O Pacto com a Natureza é um Quadro Global de Biodiversidade pós-2020 que terá metas e objetivos claros e quantificáveis para enfrentar as causas da destruição.

Guterres também quer a participação de investidores e do setor de negócios colocando a proteção da biodiversidade em seus planos e projetos. Para ele, é preciso investir na produção sustentável em todas as etapas da cadeia de suprimentos.

O secretário-geral acredita que o mundo está travando uma guerra com a natureza e fazendo com que ecossistemas se transformem em brinquedos do lucro.

Oceanos sufocados pelo plástico

Ele ressalta que atividades humanas estão jogando lixo em florestas, selvas, terras aráveis, oceanos, rios, mares e em lagos que antes prosperavam.

Guterres lembra que atualmente a água e o ar estão contaminados com químicos e pesticidas e sufocados pelo plástico.

Ele também falou do que chamou de vício em combustíveis fósseis que lançou o clima do mundo num verdadeiro caos.

O chefe das Nações Unidas afirma que a produção insustentável e hábitos de consumo monstruosos estão degradando o globo.

António Guterres afirma que a humanidade se tornou uma “arma de extinção em massa” com um milhão de espécies sob risco de desaparecerem para sempre.

Uma escala de destruição que, segundo ele, tem um alto preço.

Reformar arquitetura financeiro-global

O secretário-geral chegou à COP15, no Canadá, com uma mensagem central sobre a perda de empregos, o arraso econômico, o aumento da fome, dos preços dos alimentos, energia, água, a alta de doenças e a degradação do planeta.

Para ele: a guerra contra a natureza, é em si mesma, uma guerra contra as próprias pessoas.

António Guterres voltou a dizer que é preciso continuar a implementação e ação climática proposta na COP27, no Egito, e citou a criação do Fundo de Perdas e Danos, como um dos pontos positivos.

Mas o mundo ainda tem um longo caminho a percorrer para fazer a transição para as energias renováveis e reformar a arquitetura financeiro-global e principalmente a forma como os Bancos Multilaterais de Desenvolvimento operam.

“Faz de conta” para clientes – “greenwashing”

Guterres acredita que a ação climática e a proteção da biodiversidade são dois lados da mesma moeda. E é preciso adotar quadros regulatórios e medidas de transparência que acabem com o chamado “greenwashing”, uma espécie de “faz de conta” para os clientes de que a empresa é ambientalmente correta, tornando o setor privado responsável pelos seus atos.

Para o chefe das Nações Unidas, os países desenvolvidos têm que fornecer apoio financeiro de fato para as nações do Sul Global, como guardiãs da natureza após séculos de exploração e perdas. 

António Guterres diz que isso deve ser feito de mãos dadas com os indígenas e as comunidades locais incluindo os jovens.

Ele concluiu ressaltando que a humanidade tornou o mundo uma bagunça e não é permitido querer que as próximas gerações limpem o que se fez.

Para o líder das Nações Unidas, é hora de ação e de adotar o Pacto com a Natureza.


 

 

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