Governo e parceiros lançam resultados da primeira classificação de Insegurança Alimentar Aguda do IPC | Land Portal

Foto: CIFOR/Flickr

O Ministério da Agricultura e Pescas, através do Conselho Nacional para a Soberania, Segurança Alimentar e Nutrição em Timor-Leste (CONSSANTIL), com o apoio do Programa Alimentar Mundial (PAM) e da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, acrónimo em inglês), realizou, no dia 14 de fevereiro de 2023, a cerimónia de lançamento da classificação de Insegurança Alimentar Aguda do IPC (Classificação Integrada de Fases de Segurança Alimentar). O evento decorreu na sala de conferências do City 8, em Díli.

A classificação de Insegurança Alimentar Aguda do IPC é uma ferramenta que visa melhorar a análise de segurança alimentar e a tomada de decisões, com foco em objetivos de curto prazo para prevenir, mitigar ou diminuir a insegurança alimentar grave. A análise distingue o nível de insegurança alimentar em cinco fases distintas: 1 - mínima ou nenhuma insegurança alimentar aguda; 2 - ‘stress’ alimentar; 3 - crise alimentar; 4 - emergência alimentar; e 5 - catástrofe ou fome.

Os resultados da análise indicam que atualmente 300 mil pessoas em Timor-Leste enfrentam insegurança alimentar elevada (IPC Fase 3 e 4) e prevê-se que 262 mil pessoas enfrentem insegurança alimentar elevada durante o próximo período, de maio a setembro de 2023.

Onze dos quatorze municípios são classificados como fase 3 (crise) e três municípios são classificados como fase 2 (‘stress’).

Os principais fatores para a redução da capacidade das famílias de acesso e compra de alimentos estão relacionados com a pandemia, com os efeitos da guerra entre a Rússia e Ucrânia, os aumentos globais de alimentos e combustíveis e as inundações de 2020 e 2021.

O Ministro da Agricultura e Pescas e Presidente da CONSSANTIL, Pedro dos Reis, defendeu que “uma forte cooperação nos setores relacionados à agricultura e ao clima é fundamental para a segurança alimentar, um dos principais problemas enfrentados pelo nosso país”.

O Governante afirmou ainda que com “a utilização desta ferramenta multissetorial e global, para análise da segurança alimentar, podemos complementar os esforços pré-existentes para identificar as populações mais vulneráveis e fornecer recomendações para melhores tomadas de decisão sobre a formulação de políticas baseadas em dados reais.”

Cecilia Garzon, representante do PAM em Timor-Leste, manifestou apreciação positiva “pelos esforços do Governo em assumir a liderança para tornar esta análise uma realidade” e assegurou a disponibilidade do PAM, com os seus “sistemas e experiência”, para “apoiar o Governo com os meios mais apropriados para alcançar as pessoas mais necessitadas”.

Ao reativar o Grupo de Trabalho Técnico da análise crónica realizada em 2018, o Governo, com apoio do PAM, convocou um workshop de formação e análise de IPC de duas semanas para realizar a primeira Análise Aguda de IPC em Timor-Leste. O Grupo Técnico de Trabalho tem 45 membros provenientes do Ministério da Agricultura e Pescas, do CONSSANTIL, da Direção-Geral de Estatística, PAM, FAO, ONG internacionais e locais e diretores de Segurança Alimentar de cada município. Consolidando amplas fontes de dados, incluindo rendimento, seca, inflação, proteção social do governo, produção de alimentos, etc., o grupo de trabalho alcançou um consenso sobre todos os resultados a serem publicados.

O evento contou também com a participação do Ministro Coordenador dos Assuntos Económicos, Joaquim Amaral.

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