Brasil e Moçambique entre vencedores de prêmio das Nações Unidas | Land Portal

Pnud Peru. Prêmio Equador 2022 destaca o papel dos povos indígenas e comunidades em todo o mundo na criação de soluções baseadas na própria natureza

Prêmio Equador contempla 10 projetos de promoção do meio ambiente e sustentabilidade; distinção liderada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, está em sua 20ª edição; Argentina, Papua Nova Guiné e Gabão entre os agraciados.

Dois projetos do Brasil e um de Moçambique estão na lista dos 10 vencedores do Prêmio Equador 2022.

A relação inclui iniciativas de promoção do meio ambiente e conservação de todas as regiões do globo. O anúncio coincide com o Dia Internacional dos Povos Indígenas e celebra a contribuição de cerca de 476 milhões de indígenas em todo o mundo.

Incêndios florestais e novas ideias por Austrália e Canadá

A distinção é entregue num momento em que o mundo vive a perda da biodiversidade e a emergência climática. Cientistas e legisladores se apressam para alcançar uma solução para ambas as crises.

Na Austrália, por exemplo, autores de um estudo de impacto ambiental reconheceram a importância do conhecimento indígena para evitar incêndios florestais. Já no Canadá, um novo programa federal financia guardas indígenas para o litoral.

O Prêmio Equador 2022, que é liderado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, destaca o papel dos povos indígenas e comunidades em todo o mundo na criação de soluções baseadas na própria natureza.

Amazônia, Baía de Inhambane e Cerrado

Os 10 vencedores deste ano saíram de uma lista de 500 nomeados em 109 países.

O projeto Red Ticca, da Argentina, é um consórcio de povos indígenas que conservam mais de 3,5 milhões de hectares nos chamados “territórios de vida”. Com isso, os indígenas mantêm seus direitos e asseguram que os valores culturais estejam integrados nas políticas públicas.

No Brasil, foram agraciadas duas iniciativas: a Associação Rede de Sementes do Xingu, que reúne 25 mulheres de comunidades indígenas e locais, para coletar e comercializar mais de 220 espécies de sementes em larga escala para o reflorestamento na Amazônia e no Cerrado. Elas já geraram mais de US$ 700 mil em receita local financiando o empoderamento de mais indígenas na região.

Outro projeto brasileiro, a Associação Bebô Xikrin do Bacajá, que atua na Trincheira Bacajá, desenvolveu um sistema de produção sustentável do óleo de coco. As mulheres Xikrin transformam o saber ancestral da aldeia numa oportunidade de negócio que financia a conservação de suas terras.

Comunidades com poder de decisão

Um outro país de língua portuguesa, Moçambique, também ganhou o Prêmio Equador 2022 com a Revolução Oceano Moçambique. A iniciativa dá autonomia às comunidades locais na Baía de Inhambane.

Ali, as comunidades têm um papel central na decisão como melhor conservar os recursos marinhos. Eles encorajam o turismo ecológico e a reescrever a narrativa sobre o papel da natureza no desenvolvimento local.

Na África, os vencedores são o projeto Mbou-Mon-Tour da República Democrática do Congo sobre convivência harmoniosa dos indígenas com outras comunidades e proteção da biodiversidade na floresta.  Ainda na África, a Organização Ecológica dos Lagos e de  l’Ogooué do Gabão venceu o prêmio por criar uma solução sustentável para o gerenciamento de estoques de água doce e um plano de gerenciamento de pescas.

Ecoturismo por jovens e futuro de conservação

Em Gana, a Cooperativa de Mulheres Sunkpa Shea produz manteiga de karité, integrando a produção local numa grade internacional e melhorando a vida de 800 mulheres.

Os outros vencedores são: Defesa do Ecossistema de Manguezais no Equador sobre reflorestamento, Mulheres Indígenas Unidas pela Biodiversidade no Panamá e a iniciativa jovem de ecoturismo, conservação, pesquisa e treinamento na Papua Nova Guiné que quer formar a juventude para a conservação natural.

Os ganhadores receberão o Prêmio Equador 2022 numa cerimônia virtual em 30 de novembro.

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