No Timor-Leste, áreas rurais sofrem com os efeitos da escassez de água | Land Portal

Foto: Juli/Flickr

Reduzir diferenças em relação às cidades, é prioridade do governo, segundo embaixador do país na ONU; nação de língua portuguesa é altamente exposta a eventos extremos, subida do nível do mar e poluição.

Na mira de maiores oportunidades econômicas e de crescimento, Timor-Leste aposta numa gestão sustentável dos recursos hídricos e em promover o acesso à água potável e ao saneamento para mais de 60% da população.

O embaixador do país junto às Nações Unidas, Karlito Nunes, contou à ONU News, em Nova Iorque, que as autoridades nacionais aprimoram os meios para garantir o acesso a fontes de água segura.

Comunidades locais 

“Que a água é essencial para a nossa sobrevivência. Que a água é direito humano. Portanto, Timor-Leste incorporou na legislação nacional o que chama Tara Bandu como um costume integral da cultura timorense que visa regular as relações humanas com o meio ambiente. E serve como um ponto de entrada para fortalecer o envolvimento com as comunidades locais nos esforços de construção da sustentabilidade para água.”

Na Conferência da Água, que terminou em 24 de março, o Timor-Leste ressaltou que o acesso a este direito humano ainda é limitado e desigual no país com 1,3 milhão de habitantes.

Em famílias rurais, cujo acesso ao recurso é muito mais baixo que em áreas urbanas, a meta é aprimorar os testes de qualidade e a coleta de dados para garantir um acesso universal e atenuar a disparidade urbano-rural no acesso à água.

“Tanto o crescimento da infraestrutura e como o gerenciamento da água são importantes e críticos agora. Estamos fazendo grandes esforços para melhorar a distribuição igualitária dentro do país. Timor-Leste saúda a parceria e cooperação internacional para aumentar a capacidade interna com vista a aumentar o desenvolvimento da capacidade nacional e gerir o setor para cumprir o Objetivo 6, rumo à Agenda de Desenvolvimento Sustentável 2030.” 

Parceria e cooperação internacional

Em relação ao clima, os desafios de Timor-Leste são comuns aos de outros pequenos Estados insulares: alterações, seca, desmatamento, degradação da terra, aumento do nível do mar, poluição e outros desastres naturais.

Meses após a pior inundações no país em 50 anos, as Nações Unidas apoiaram a resposta do governo às comunidades que perderam o acesso devido a danos causados ​​pelas enchentes ou deslocamento.

 

 

As chuvas que mataram 34 pessoas afetaram 13 municípios e 30 mil residências, além de destruir acima de 4,2 mil casas.

Na ONU, o embaixador timorense disse que por estas questões ambientais, a escassez e diminuição da qualidade da água têm impacto negativo sobre setores como agricultura, insegurança alimentar, desnutrição e saúde.

Entre os impedimentos criados pela falta de acesso à água estão dificuldades em alcançar as três dimensões do desenvolvimento sustentável: econômica, social e ambiental.


 

 

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